Cervicalgia: saiba como tratar as dores na região do pescoço

28 de outubro de 2020 0
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O que é a cervicalgia? 

A dor no pescoço, dor cervical ou cervicalgia é uma afecção muito comum na população geral. Cervicalgia é o termo técnico utilizado para designar a dor nesta região, mas o significado destas expressões é o mesmo. 

Aproximadamente 80% das pessoas já tiveram pelo menos um episódio de dor forte no pescoço e estima-se que a cada ano entre 10 e 20% dos adultos apresentam ao menos um episódio de cervicalgia.  

Apesar dos estudos mostrarem resultados variáveis, observa-se que esta afecção é mais comum entre as mulheres e tende a acometer pessoas entre 35 e 49 anos de idade com maior frequência. 

A dor no pescoço pode ser um sintoma associado a doenças orgânicas graves, como o infarto agudo do miocárdio, neoplasias acometendo o pescoço, artrite reumatoide ou outros tipos de reumatismo, e alterações das artérias vertebrais. Entretanto, estas situações correspondem a uma pequena minoria dos casos. 

Na grande maioria das vezes, a principal causa da dor no pescoço é a sobrecarga mecânica, que pode estar associada à inflamação e o desgaste das estruturas musculoesqueléticas nesta região. 

Estruturas musculoesqueléticas do pescoço

O pescoço, como sabemos, é a região entre o tórax e a cabeça. O tórax é uma região relativamente rígida. A mobilidade das vértebras torácicas é reduzida pelas costelas, especialmente na região superior. 

Nesta região, as costelas, que se originam nas vértebras torácicas e se inserem no esterno, o osso na parte da frente do nosso tórax, fazem anéis cada vez menores, o que limita o movimento. 

Diferentemente do tórax, a região cervical, ou pescoço, é uma região com grande mobilidade. Esta mobilidade é importante, para a cabeça possa se mover com liberdade, para melhor captar os estímulos visuais e sonoros. Ao mesmo tempo, o pescoço também tem a função de sustentação. 

A cabeça, que pesa aproximadamente 5 kg, e é integralmente suportada pelas vértebras cervicais.  

A coluna cervical, composta pelas sete vértebras cervicais é a única estrutura esquelética (óssea) do pescoço. Assim, as vértebras e suas articulações necessitam adaptar-se à dupla função de mobilidade e suporte da cabeça, função que realizam com grande eficiência. 

Entretanto, dada a complexidade e demanda destas funções, é comum a ocorrência de estresse mecânico, desgaste e inflamação, frequentemente associados às famosas dores no pescoço.   

Para auxiliar na função de suporte e mobilidade, várias estruturas atuam em conjunto com a coluna cervical: os músculos intrínsecos da coluna cervical, e os músculos que se originam no tórax ou na cabeça e se inserem no pescoço através de seus tendões; os ligamentos, que unem uma vértebra à vértebra adjacente, limitando o movimento e protegendo as articulações; os discos intervertebrais, estruturas bem hidratadas e flexíveis, localizadas entre os corpos vertebrais da segunda à sétima vértebras cervicais, e as cápsulas articulares e membrana sinovial, que envolvem as articulações das vértebras cervicais. 

Todas estas estruturas são muito importantes para a mobilidade e integridade do pescoço, e todas podem também ser fonte de dor. 

Além disso, a medula espinhal, que se origina no crânio, é abrigada pelo canal vertebral, formado pelas vértebras, e emite dois nervos entre cada duas vértebras cervicais. Estes nervos espinhais cervicais, quando comprimidos ou tracionados excessivamente, também podem ser o local de origem de dores no pescoço, no tórax ou nos braços. 

Dores no pescoço e suas possíveis causas 

Como dissemos anteriormente, as dores no pescoço podem estar associadas a outras doenças, como problemas vasculares, neoplásicos, etc. 

Neste artigo, não abordaremos estas afecções. Nos concentraremos nas alterações musculoesqueléticas que costumam gerar dores no pescoço, e que constituem a grande maioria dos casos de cervicalgia

Radiculopatias

A irradiação da dor é um sintoma que auxilia muito no diagnóstico de dores no pescoço: se a dor se origina no pescoço e se irradia para um dos braços, seja para a região do ombro, ou mesmo ao longo do braço e antebraço até os dedos das mãos, a principal hipótese que deve ser investigada é a de que haja uma compressão de um dos nervos que saem da coluna cervical em direção ao braço. 

Chamamos esta afecção de radiculopatia, indicando que há um comprometimento das raízes nervosas que formam os nervos espinhais, que se originam da medula espinhal e saem entre cada duas vértebras para inervar todas as regiões do corpo. No pescoço, vários destes nervos são responsáveis pela inervação dos braços. 

As radiculopatias são frequentemente causadas pela compressão do nervo ou das raízes nervosas por alterações do disco intervertebral, estruturas localizadas entre as vértebras e localizadas muito próximas dos nervos. As famosas hérnias de disco são a causa mais comum das radiculopatias. 

Cervicalgia mecânica

As radiculopatias também são causa frequente de dores no pescoço. A grande maioria dos casos são causados por uma associação de alterações mecânicas e processos inflamatórios. Vários autores chamam essas dores no pescoço de “cervicalgias mecânicas”. 

As causas de cervicalgia mecânica são um tópico muito estudado e debatido, e não há um consenso entre os pesquisadores. Trata-se de um fenômeno multifatorial, ou seja, há várias causas envolvidas. 

De uma maneira geral, supõe-se que as dores no pescoço são causadas por uma associação de fatores que incluem predisposição constitucional, sobrecarga mecânica, alterações degenerativas, inflamação e, em alguns casos, traumas. 

Sobrecarga mecânica

A sobrecarga mecânica diz respeito a hábitos posturais que assumimos ao longo da nossa vida. As cargas sobre a coluna cervical estão melhor distribuídas quando nossa cabeça está mantida mais ou menos ereta, bem equilibrada sobre os nossos ombros. 

Entretanto, não podemos pensar sobre o pescoço como uma região independente do resto da coluna e do próprio corpo. Assim, a coluna cervical só conseguirá assumir uma boa postura quando toda a coluna vertebral, que inclui as regiões torácica e lombar, além dos ombros, braços, pelve, quadris, pernas e pés, também estiverem com um posicionamento equilibrado. 

É evidente que o movimento é uma das principais funções da coluna. Portanto não se espera que as pessoas permaneçam todo o tempo com a cabeça bem equilibrada sobre os ombros. 

As dores do pescoço tendem a surgir quando assumimos uma postura que aumenta a carga sobre as estruturas do pescoço por períodos prolongados, como a postura com flexão do pescoço por longos períodos ou mesmo por horas, dia após dia, mês após mês, quando trabalhamos no computador ou utilizamos o celular. 

Nestas situações, a coluna fica sobrecarregada, algumas estruturas são excessivamente tensionadas e outras anormalmente comprimidas, e isto pode desencadear sintomas dolorosos. 

Alterações degenerativas e osteoartrite

A idade e predisposições individuais, associadas à sobrecarga indevida sobre as estruturas cervicais, pode gerar alterações degenerativas das articulações entre as vértebras. 

Cada vértebra se articula com a vértebra acima e a vértebra abaixo através de três articulações: na parte da frente das vértebras, os discos intervertebrais estão localizados entre duas vértebras adjacentes, constituindo a articulação intervertebral anterior. 

Na parte de trás, há duas articulações, uma à direita e uma à esquerda, em que uma vértebra se articula diretamente com a vértebra acima e a vértebra abaixo, através das articulações denominadas articulações zigoapofisárias. 

É natural que estas articulações sofram desgastes com o decorrer dos anos. Em especial, observa-se alterações nas cartilagens, que são finas camadas de tecido muito hidratado e com baixo atrito, que permitem o fácil deslizamento entre as vértebras, facilitando o movimento. 

As alterações da cartilagem, como a redução da espessura e perda da hidratação, são a principal característica do desgaste articular. Estas alterações podem atingir também o osso logo abaixo das vértebras ou osso subcondral e a cápsula articular das articulações, entre outras estruturas. 

A estas alterações degenerativas costumam ocorrer lentamente ao longo dos anos, e caracterizam o desenvolvimento da osteoartrite ou osteoartrose.  A inflamação é um processo bioquímico que frequentemente ocorre em articulações acometidas por processos degenerativos.  

Vários fatores estão associados ao desenvolvimento destas alterações degenerativas, além da idade.  Três deles merecem ser enfatizados: 

A predisposição individual é um fator importante. Há pessoas que têm maior predisposição do que outras para desenvolver alterações degenerativas, desde a predisposição genética para o desenvolvimento de doenças reumáticas autoimunes, até pessoas que tendem apenas a apresentam estas alterações mais precocemente ou de maneira mais intensa, por motivos ainda não totalmente esclarecidos. 

Hábitos também podem determinar o surgimento de alterações degenerativas de maneira mais intensa. Entre estes, posturas que aumentam a sobrecarga mecânica, sobre as quais falamos anteriormente. 

A obesidade também é um fator de risco para o desenvolvimento de osteoartrite. A inflamação é o terceiro fator e será abordada em maior detalhe abaixo. 

Inflamação

Muitas vezes a presença de alterações degenerativas nas articulações cervicais, ou osteoartrite, não causa necessariamente dor. É comum, por exemplo, pessoas idosas apresentarem alterações degenerativas avançadas, com restrição da mobilidade do pescoço, mas sem dor significativa. 

É comum também pessoas com ou sem alterações degenerativas aparecerem subitamente com uma dor importante no pescoço, sem causa aparente. O que explica isso? 

A inflamação é um fator importante na ocorrência da dor. Pessoas com sobrecarga mecânica ou com alterações degenerativas da coluna cervical tem uma maior predisposição para desenvolver sintomas dolorosos. 

Normalmente os sintomas se iniciam quando ocorre uma lesão dos tecidos que constituem as articulações, músculos, tendões ou ligamentos desta região. Quando não há trauma envolvido, estas lesões podem ser muito pequenas, ou mesmo microscópicas, e assim a pessoa não consegue identificar o fator causal. 

Quando há uma lesão tecidual, mesmo se muito pequena, é comum a ocorrência de uma reação inflamatória local. A inflamação é um processo complexo, que envolve a ativação do sistema imunológico, o aumento da circulação local, e a secreção de diversas substâncias químicas. 

Muitas destas substâncias químicas, como por exemplo histamina, citocinas e prostaglandinas, são irritantes e estimulam as fibras nervosas que geram a sensação de dor. 

A presença de inflamação e o consequente estímulo das fibras nervosas que produzem dor 

são provavelmente uma das principais causas da dor aguda que sentimos nas cervicalgias.

Assim, podemos perceber que vários fatores podem estar associados à ocorrência de uma simples dor no pescoço. 

Além da idade, é importante considerar predisposição individual, nossos hábitos, incluindo a nossa postura, e a ocorrência de inflamação, que pode ser o fator responsável pela deflagração súbita dos episódios de dor. 

Dor no pescoço e alterações da articulação temporomandibular

A maioria das pessoas com dor no pescoço costumam apresentar sintomas sempre na parte de trás, na região média ou inferior do pescoço, próximo ao tórax. É muito frequente estas dores se irradiarem para as escápulas, ou omoplatas, e para a região do ombro mais próxima ao pescoço. 

Uma explicação para isto é o fato de que as vértebras cervicais inferiores são as primeiras a apresentar alterações degenerativas, sendo assim mais suscetíveis à ocorrência de inflamação e dor. 

Entretanto, um grupo menor de pessoas costuma apresentar dor imediatamente abaixo da nuca, na região suboccipital, frequentemente irradiando para a parte de trás da cabeça e para as têmporas. 

Nestes casos, é comum supor que a causa da dor está associada às vértebras da coluna cervical superior, que se articulam com o osso occipital, que é o osso que forma a parte de trás do crânio. 

As duas vértebras cervicais superiores, chamadas Atlas (C1) e Axis (C2), são diferentes das demais vértebras cervicais. Entre as principais diferenças, observa-se que não há discos intervertebrais entre o osso occipital e C1, ou entre C1 e C2. 

Há músculos específicos que unem C2, C1 e o osso occipital. Estes músculos suboccipitais são muito sensíveis e, quando anormalmente tensos ou inflamados, podem causar dores intensas nestas regiões. 

Outro fator comumente associado à dor suboccipital é a presença de bruxismo ou apertamento, ou seja, pessoas que rangem os dentes à noite, ou que mantém os músculos da mastigação excessivamente contraídos durante o dia, apertando os dentes frequentemente. 

Sempre que mastigamos ou apertamos os dentes, contraímos os músculos que se inserem na mandíbula, e são responsáveis pelo fechamento da boca. Além disso, também contraímos os músculos suboccipitais para estabilizar a posição da cabeça sobre o pescoço. 

Esta contração excessiva dos músculos suboccipitais e a tensão sobre as articulações da coluna cervical superior é uma causa importante da dor cervical na região da nuca. 

Nestes casos, é importante que o tratamento seja feito em conjunto com um odontologista especializado no tratamento de disfunções da articulação temporomandibular, a articulação responsável pela abertura e fechamento da boca. 

Tratamento

Como vimos, a dor cervical, uma afecção comum, pode interferir de maneira significativa na qualidade de vida das pessoas. Vários mecanismos estão associados à dor cervical, e nem sempre é fácil identificar a origem da dor e os fatores associados. 

Vários profissionais estão habilitados para avaliar o paciente e elaborar um plano de tratamento apropriado. 

Consideramos ser oportuno trabalhar em um âmbito multidisciplinar, onde o paciente pode contar com profissionais de saúde de diferentes áreas e modalidades distintas de tratamento. 

A Clínica Axis dispõe de um ambiente multidisciplinar com estas características. Abordaremos brevemente como nosso corpo clínico está organizado para o tratamento de pacientes com queixas de cervicalgias

Avaliação médica

A avaliação médica não é, necessariamente, a etapa inicial para o tratamento de pacientes com cervicalgia

Os pacientes podem ser avaliados inicialmente por um fisioterapeuta ou quiropraxista, e o tratamento pode ser iniciado por estes profissionais. 

Entretanto, a avaliação médica é útil e importante para a precisão do diagnóstico, eventual tratamento medicamentoso e acompanhamento do caso. 

Na clínica Axis, pacientes com cervicalgia podem ser avaliados por médicos Fisiatras, Ortopedistas ou Reumatologistas. 

A história clínica e o exame físico, realizados na primeira consulta, são essenciais para compreender a causa da dor e seus fatores associados. A presença de afecções graves associadas aos sintomas serão consideradas e, quando necessário, exames complementares serão solicitados para precisar o diagnóstico.   

Em casos de cervicalgia mecânica, o uso de medicamentos pode ser útil, em casos de dor intensa ou persistente. Vários tipos de medicamentos podem ser utilizados dependendo do caso. Entre eles, é comum o uso de medicamentos anti-inflamatórios não hormonais, analgésicos e, quando necessário, medicamentos de uso mais prolongado que procuram impedir a persistência e recorrência de sintomas dolorosos. 

Quando a cervicalgia está associada a uma doença reumática de natureza inflamatória, outras classes de medicamentos são comumente prescritos, frequentemente sob supervisão de um reumatologista.  

Médicos fisiatras estão preparados para supervisionar e orientar um trabalho de reabilitação em equipe. Assim, o paciente que realiza um tratamento fisioterápico ou com quiropraxia é frequentemente reavaliado pelo fisiatra no decorrer do tratamento, para verificar a evolução do caso e possíveis ajustes no curso do tratamento. 

A cirurgia é raramente necessária em casos de dor cervical. Quando uma avaliação cirúrgica é considerada importante, a mesma pode ser feita por médicos ortopedistas ou neurocirurgiões.

Fisioterapia

A fisioterapia é o tratamento de excelência para o alívio da dor e a reabilitação de pessoas 

com cervicalgias.

O tratamento fisioterápico pode ser composto por diversas etapas, dependendo do quadro clínico apresentado pelo paciente. 

A avaliação fisioterápica inicial procura identificar fatores relacionados à dor, como alterações posturais, disfunções articulares, desequilíbrios musculares, padrões de movimento alterados e hábitos de vida, que podem estar associados à origem ou perpetuação dos sintomas. 

Em pacientes com dor mais intensa, as sessões iniciais costumam ser dedicadas à analgesia, ou redução da dor. Formas diversas de terapia manual, como terapia miofascial  de intensidade leve e mobilização articular, entre outros,  são o principal recurso utilizado nesta fase. 

Meios físicos, como ultrassom, laser, eletroterapia, como a corrente interferencial, e aplicação de calor ou frio (crioterapia) também são úteis para o controle da dor e relaxamento de estruturas excessivamente tensionadas. 

No decorrer do tratamento e no momento adequado, são introduzidos exercícios (cinesioterapia) que serão realizados pelo fisioterapeuta (exercícios passivos) ou pelo paciente (exercícios ativos), sob a supervisão do fisioterapeuta. De acordo com os achados da avaliação inicial, estes exercícios podem destinar-se a:

  • Ganho de mobilidade 
  • Adequação do tônus muscular
  • Reequilíbrio da postura e dos padrões de movimento

Concomitantemente, analisa-se juntamente com paciente seus posicionamentos, movimentos e atividades da vida cotidiana. O objetivo aqui é ajudá-lo no conhecimento e conscientização do funcionamento de seu próprio corpo, proporcionando a ele autonomia e, em casos de afecções crônicas, ferramentas para que ele mesmo possa “gerenciar” seus sintomas.

Quiropraxia

Além da fisioterapia, o tratamento com Quiropraxia também apresenta resultados muito favoráveis para pessoas com cervicalgia. 

Terapias manuais, em especial formas específicas de tratamento de afecções articulares são utilizadas com frequência por quiropraxistas. A terapia de manipulação articular, ou ajuste articular, é utilizada para restabelecer a mobilidade normal das articulações, e assim reduzir a dor e inflamação.

É comum as pessoas com cervicalgia sentirem que sua dor está associada à mobilidade reduzida, descrita como um travamento, ou uma impossibilidade de movimentar o pescoço livremente. Através de uma avaliação minuciosa, quiropraxistas identificam a articulação acometida. 

A manipulação articular consiste em um movimento rápido e preciso, normalmente acompanhado por uma onda sonora audível. É comum pacientes sentirem um alívio imediato após a realização das manobras. 

Vários estudos clínicos e revisões científicas indicam que a manipulação articular realizada por quiropraxistas é eficaz para o tratamento de cervicalgias.  

 


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